Ainda sob o impacto do terror, particularmente impressivo nos diretos de canais franceses e belgas, com o precedente de Paris a permitir uma melhor leitura...
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| Desde ações terroristas aparentemente atribuíveis a jihadistas muçulmanos fanáticos |
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Até à aceitação pelo público europeu duma nova ordem mundial militarizada e dominada
por estruturas centrais sem controle - vai um pequeno passo. |
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é possível apurar alguns dados:
- Alguns dos executantes têm ligações directas familiares e pessoais entre si na vida civil e estarão ligados
tanto aos atos terroristas de Paris como de Bruxelas
- Estão identificados vários dos autores dos atentados de Bruxelas, dois deles os
irmãos Bakraoui, cabendo ao
Ibrahim explodir-se no aeroporto de
Zaventem e ao
Khalid na estação de
Maelbeek; o outro homem que se fez explodir no aeroporto é
Najim Laachraui, que fez as bombas tanto de
Paris como de
Bruxelas e alugou a casa de
Auvelais, no sul da Bélgica, onde foi preparada a operação de Paris
-
Laachraui foi para a
Síria em fevereiro de 2013 e era procurado desde dezembro;
em setembro, passou pela fronteira austro-húngara sob a identidade falsa de Soufiane Kayal, na companhia de
Salah Abdeslam e de
Mohamed Belkaid, o outro membro do grupo, um argelino abatido pela polícia no bairro
Forest, de
Bruxelas
- Os executantes do atentado do aeroporto, paradoxalmente,
foram diretamente de táxi desde a casa alugada para o local do atentado, deixando malas-bombas e vário material para explosivos o que denota precipitação; deixaram também abandonado num contentor de lixo o computador dum dos irmãos que manifestava nervosismo e receio de ser preso "
tal como ele" - referindo-se provavelmente a
Abdeslam
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Este elemento do grupo, Salah Abdeslam, fora preso cinco dias antes numa operação no bairro de
Forest, sendo dois outros elementos abatidos na altura; tudo indica que esta operação policial precipitou os atentados, que já estariam em preparação há meses
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Fayçal Cheffou, jornalista free-lancer de temas muçulmanos, foi dado, com base no depoimento do taxista, como o terceiro terrorista do aeroporto de
Zaventem, aquele que fugiu sem explodir a carga, desconhecendo-se de momento a razão da fuga; curiosamente,
Faiçal foi preso à saída do edifício do Ministério Público belga mas
posteriormente libertado por se ter concluído ser inocente, o que mostra muita desorientação e falta de informação suficiente por parte das autoridades
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A Bélgica parece ser a nível europeu um país preferencial no recrutamento para o jihadismo devido à presença dum forte contingente de muçulmanos vivendo em regime de ghetto, manifestamente desintegrados e rejeitados pela população tradicional. Mas é a meu ver um erro crasso estabelecer uma relação de causa direta entre estes problemas sociais e os atos e redes terroristas. Quem o faz presta um bom serviço político aos verdadeiros mentores deste tipo de terrorismo.
QUE LÓGICA POLÍTICA EM TUDO ISTO?
A escolha de Paris e de Bruxelas como alvos, assim como o facto de não existirem praticamente ações bombistas noutros países - que supostamente para um jihadista seriam alvos principais - estando mesmo alguns desses países a bombardear o Daesh - mostra que
a UE é o verdadeiro alvo político de quem está por detrás dos grupos bombistas, a manipulá-los na sombra; aliás, bem no topo da pirâmide, as verdadeiras cabeças estão protegidas nos seus gabinetes dum edifício luxuoso duma qualquer capital ocidental ou do Médio-oriente.
Um outro facto causa interrogações na própria imprensa belga e ocidental:
a falta de eficácia das polícias europeias, em particular das francesa e belga; apesar de terem identificado suspeitos deste grupo operacional há meses, deixaram-nos movimentar à vontade pela Europa (como se vê no relato acima) a prepararem tranquilamente o atentado seguinte.
Será apenas incompetência ou há fatores paralisantes mais graves, como infiltrações nas cúpulas policiais e políticas?
Também interessante é o alarido feito agora pelo nefando
Erdogan, da Turquia -
responsável por ataques recentes às forças que combatem efetivamente o Daesh (curdos, sírios e russos) enquanto se acumulam provas do envolvimento da
Turquia e da
NATO no apoio logístico a esse mesmo
Daesh através do fornecimento do mais diverso material e da compra de petróleo ao grupo terrorista.
Não é credível que esta óbvia conivência da Turquia com o Daesh seja apenas fruto de interesses hegemonistas regionais da Turquia de Erdogan, e que a NATO, de que a Turquia é um importante membro na região, não tivesse capacidade de o persuadir a alterar a sua postura caso tivesse real interesse. Uma NATO muito ativa quando se trata de atacar os interesses russos ou regimes como o de Kadafi ou o de Al Assad, mas estranhamente paralisada e ambígua quando se trata de meter na ordem Erdogan ou o próprio Daesh.
Muito estranho também o
silêncio de Israel e da Arábia Saudita no auge da guerra síria, enquanto as cúpulas do Pentágono subitamente mostram preocupação em propagandear uma pretensa eficiência contra os terroristas no Iraque e na Síria, eficiência que
nunca tiveram nos dois anos precedentes.
A ANÁLISE AO PLANO DESTABILIZADOR DA EUROPA TEM QUE SER GLOBAL
Ficam por explicar ligações doutras "pontas" como a
vaga de emigrantes, o
papel da srª Merkel que apelou à sua vinda, e
da Turquia que os estimulou a invadirem a Europa e agora consegue um
acordo trilionário promovido pela mesma Merkel.
Haverá ligação destes factores perturbantes da estabilidade europeia com o esquema terrorista, igualmente perturbador dessa estabilidade?
Assim como da
campanha que já circulava na Internet contra os muçulmanos ainda antes da grande vaga de refugiados e que claramente era manipulada por centrais de intoxicação internacionais, em textos e imagens muito bem elaboradas também em Português, e reencaminhados por pessoas ingénuas (ou não).
Uma propaganda tão invasiva
nunca poderia ser espontânea nem ter origem local, se olharmos à sua qualidade técnica e à presença persistente e sistemática nas chamadas
redes sociais, e ao facto de não haver presença relevante de comunidades islâmicas e muito menos
ações terroristas em espaços lusófonos que de perto ou de longe a motivassem.
Ver exemplo dessa propaganda
AQUI.
Uma questão se impõe
: quem tem interesse nestes atentados?
Seguramente, aquelas forças que querem transformar a Europa num espaço acéfalo e acrítico, cujos povos se submetam ao medo e
aceitem todo o tipo de controles e
um sistema de governo centralizado e opaco - mesmo que camuflado atrás dum
discurso pseudo-liberal de tipo federalista ou outros discursos europeistas e transatlânticos que dão muito jeito porque
douram a pílula das verdadeiras intenções - abdicando os povos do que lhes resta de soberania e liberdades fundamentais em nome da segurança, agora ferida de morte nos atentados.
MENOSPREZAR A GUERRA IDEOLÓGICA E PSICOLÓGICA SERIA IDIOTA
Não por casualidade somos "bombardeados" simultaneamente por
mensagens subliminares como em mais uma superprodução estreada recentemente,
Assalto a Londres /
London has fallen. Deve ser
coincidência tais filmes aparecerem justamente a seguir aos atentados de Paris e antes dos de Bruxelas. A programação em Hollywood é feita com muitos meses ou anos de antecedência. No filme os terroristas e seus líderes máximos têm
todos fisioniomias árabes ou iranianas e vivem no meio de velhas
medinas tomando chá; a história é a dum assalto terrorista em larga escala a uma cidade europeia, no caso Londres, coordenado no topo por um "poderoso" e enigmático traficante de armas, algures no meio duma cidade poeirenta e antiga do Médio-Oriente muçulmano.
De notar que este filme faz parte duma série iniciada em 2013 com
Assalto ao Olimpo, tendo exatamente os mesmos roteiristas e elenco, e o
fabuloso arsenal técnico e humano de Hollywood posto ao serviço duma ideologia e quiçá mesmo dum plano, se olharmos às datas de eventos mundiais relacionados.
No caso do primeiro filme da saga o foco era um suposto assalto norte-coreano à sede oficial do "poder imperial", a
Casa Branca, em
Washington D.C.
Se pesquisar no
Google vai ver que as datas coincidem: o
3º ensaio nuclear norte-coreano (o mais potente, e o primeiro sob a presidência
Kim Jong-un, o que causou maior reação do Pentágono), em
12 fevereiro 2013;
Olympus has Fallen, lançado em
Março 2013;
Que original... E "nada a ver" com a agenda do combate ao Eixo do Mal segundo definição do Pentágono, claro.
Tudo factos
"nada intencionais" nos
timings e temática.
Fontes: Sites on-line através do Google; TV5 Monde, TVFB, TVSuiça, BBC, AlJaZeera