Ana Gomes (AG), eurodeputada do PS, falando à antena pública, põe "de caixão à cova" toda a mentira longamente montada pela direita de que a crise em Portugal não é devida essencialmente ao sistema bancário.
AG põe a nu nomeadamente o papel de Ricardo Salgado - líder do Banco Espírito Santo - na vinda da troika, lembrando as suas declarações de que ela viria "ajudar o país", posição logo secundada por toda uma corja de comentadores e políticos sem vergonha.
AG foca as ligações do BES a uma série de interesses em Portugal, como criador de empregos graúdos ou nas famigeradas PPPs, sugerindo mesmo que o lugar dos principais responsáveis do BES seria na prisão dada a gravidade da prolongada mistificação das contas do grupo que neste momento tem um buraco na ordem dos 8.000 milhões de euros, se considerarmos não só o BES Portugal, como o BES Angola, país cujo Governo irá cobrir o prejuízo do BESA em troca da sua nacionalização, segundo os jornais de hoje.
As últimas notícias apontam também para que o regime venezuelano possa ser a tábua de salvação do BES, a par da PT, trocando os seus créditos no banco por um aumento da participação no capital do mesmo.
Entretanto as agências da Wall Street - que sempre arranjam forma de camuflar as fraudes bilionárias da sua alta finança - aproveitaram de imediato para enterrar o BES, o que mostra que o desmoronamento da alta finança portuguesa interessa à alta finança internacional para ganhar posições.
Estejamos atentos. Muitas ligações até hoje escondidas estão a destapar-se - como os comentadores tipo MST que criticam tudo menos o papel do BES no regime - como bem reparava um membro dos "Gato Fedorento", assim como o papel da televisão SIC mantendo esses tendenciosos comentadores em "prime time", sem contraditório, além do evidente apoio que presta a António Costa na tentativa em curso para alterar a linha do PS.
Na verdade, é quando as grandes pedras do regime começam a esboroar-se que se percebem as contradições dos principais partidos, afinal pouco mais que arietes desses mesmos interesses, e os compromissos dos vários grupos e personagens dentro destas (podres) pedras angulares do regime.
Nota: Ao citar AG, é bom que se entenda que não quero fazer dela a "salvadora da pátria" - quem se mantém num PS tão conivente com o regime não o poderia ser, já não falando do seu passado no MRPP do qual - que se saiba - nunca se autocriticou. Mas essencialmente é lamentável que AG cite as autoridades britânicas e norte-americanas como garantes da legalidade - é como alguém ser agnóstico ou budista, mas citar o tribunal da "Santa Inquisição" como garante em matéria religiosa.
O que não invalida as revelações importantes que AG traz a lume.
Pode conferir a entrevista de Ana Gomes AQUI.
Páginas
01/07/2014
20/06/2014
Depois da Síria, a guerra civil estende-se ao Iraque
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| "Quando eu morrer, vou contar tudo a Deus" - diz criança síria ferida |
A guerra na Síria, mas não só na Síria, também no Iraque (agora reacendida de forma brutal), no Egipto, na Palestina, no Líbano, na Líbia, no Sudão, na Somália, enfim, em todo o Médio Oriente e África do Norte, é uma acumulação de barbaridades e genocídios intermináveis.
Não cabe uma análise simplória, de que a culpa é deste ou daquele.
Por isso não vou culpar apenas os fundamentalistas boçais (há-os de vários lados - sunitas, chiitas, judeus, cristãos...), nem o "imperialismo americano" ou outros imperialismos, porque estas regiões já tinham problemas antes da intervenção americana no Iraque.
Mas, no mínimo, é lícito responsabilizar as maiores potências económicas e militares mundiais pela sua omissão ao não apoiarem estas regiões no seu desenvolvimento, única base segura para que os fundamentalistas e outras máfias deixem de ter espaço para medrar.
Não esquecendo, claro, a brutal intervenção militar de americanos e ingleses (com a assessoria do nefando Barroso e do aldrabão Aznar) no Iraque e, mais tarde, na Líbia, e essa fonte permanente de problemas que é o artificial e agressivo Estado de Israel incrustado em terreno árabe e sempre concatenado com o pior belicismo Ianque.
13/06/2014
Os movimentos anti-homofobia, racismo, etnicismo, etc. e o seu aproveitamento pelo capitalismo
Considero-me uma pessoa de espírito aberto.
Já estou a ver a crítica: "e daí, os maiores racistas e homofóbicos dizem o mesmo".
Mas não comigo, eu tenho provas. Logo aos 18 anos, mesmo sem perceber nada de política, aconteceu-me ir dar, por breves 3 meses, aulas no interior de Angola, quando esse território era ainda uma colónia portuguesa.
Na escola onde lecionei, encontrei os meninos e meninas sentadinhos "espontaneamente" da seguinte forma: brancos nas primeiras filas, negros nas de trás. Achei absurdo e tratei imediatamente de os distribuir por ordem alfabética. Ficaram todos misturados, e o ambiente da classe foi sempre ótimo.
Havia também um menino/a que era hermafrodita, ou seja, tinha nascido com órgãos sexuais masculinos e femininos simultaneamente. Só o soube, porque os pais acharam por bem (avisadamente) prevenir-me e informar que mais tarde, quando atingisse a maturidade, ele/ela faria uma operação para definir o sexo. Mesmo não sabendo nada do assunto, tratei de integrá-l@ na classe com toda a normalidade. E foi tão bem, que hoje já nem me lembro dele/a nos meses seguintes, sinal de que era uma criança normal sem o menor problema.
Tive na vida múltiplas situações em que apoiei, com prejuízos pessoais, pessoas negras e de várias minorias contra preconceitos.
Na escola onde lecionei a maior parte da vida, por algum motivo ou coincidência, havia uma concentração invulgar de professores homossexuais. Tanto que alguns deles chegaram a dirigir a escola. Igualmente tive alunos/as homossexuais ao longo da vida. Para que conste, posso apenas dizer que das pessoas com quem trabalhei toda a vida, alguns homossexuais foram dos mais inteligentes e sensíveis. Dois dos meus colegas, supostamente homossexuais, eram meus amigos pessoais. Por triste coincidência, há bastantes anos atrás, ambos morreram em circunstâncias trágicas, o que me deixou chocado.
Por tudo isso, sinto-me à vontade para fazer a análise que segue.
O sistema, e quem nele manda nos vários países, já percebeu que explorar as fobias raciais, sexuais, étnicas, etc. mas também, ATENÇÃO, os movimentos CONTRA essas fobias, é um filão inesgotável. E excelente para desviar as atenções.
Foi por isso, aliás, que puseram um negro na presidência dos EUA. Ou pensam que foi por acaso? Santa ingenuidade...
Já pensaram, um presidente branco a dizer de peito cheio e voz pomposa, como o Obama fez: "A Rússia é uma mera potência regional que agride os seus vizinhos".
Já estou a ver a crítica: "e daí, os maiores racistas e homofóbicos dizem o mesmo".
Mas não comigo, eu tenho provas. Logo aos 18 anos, mesmo sem perceber nada de política, aconteceu-me ir dar, por breves 3 meses, aulas no interior de Angola, quando esse território era ainda uma colónia portuguesa.
Na escola onde lecionei, encontrei os meninos e meninas sentadinhos "espontaneamente" da seguinte forma: brancos nas primeiras filas, negros nas de trás. Achei absurdo e tratei imediatamente de os distribuir por ordem alfabética. Ficaram todos misturados, e o ambiente da classe foi sempre ótimo.
Havia também um menino/a que era hermafrodita, ou seja, tinha nascido com órgãos sexuais masculinos e femininos simultaneamente. Só o soube, porque os pais acharam por bem (avisadamente) prevenir-me e informar que mais tarde, quando atingisse a maturidade, ele/ela faria uma operação para definir o sexo. Mesmo não sabendo nada do assunto, tratei de integrá-l@ na classe com toda a normalidade. E foi tão bem, que hoje já nem me lembro dele/a nos meses seguintes, sinal de que era uma criança normal sem o menor problema.
Tive na vida múltiplas situações em que apoiei, com prejuízos pessoais, pessoas negras e de várias minorias contra preconceitos.
Na escola onde lecionei a maior parte da vida, por algum motivo ou coincidência, havia uma concentração invulgar de professores homossexuais. Tanto que alguns deles chegaram a dirigir a escola. Igualmente tive alunos/as homossexuais ao longo da vida. Para que conste, posso apenas dizer que das pessoas com quem trabalhei toda a vida, alguns homossexuais foram dos mais inteligentes e sensíveis. Dois dos meus colegas, supostamente homossexuais, eram meus amigos pessoais. Por triste coincidência, há bastantes anos atrás, ambos morreram em circunstâncias trágicas, o que me deixou chocado.
Por tudo isso, sinto-me à vontade para fazer a análise que segue.
O sistema, e quem nele manda nos vários países, já percebeu que explorar as fobias raciais, sexuais, étnicas, etc. mas também, ATENÇÃO, os movimentos CONTRA essas fobias, é um filão inesgotável. E excelente para desviar as atenções.
Foi por isso, aliás, que puseram um negro na presidência dos EUA. Ou pensam que foi por acaso? Santa ingenuidade...
Já pensaram, um presidente branco a dizer de peito cheio e voz pomposa, como o Obama fez: "A Rússia é uma mera potência regional que agride os seus vizinhos".
Ou seja, por outra forma, "nós, EUA, somos a potência global com um arsenal maior que todo mundo junto, mas somos os «bonzinhos»". Que importa se a CIA ou outro departamento dos EUA (todos sob a administração Obama, ou não? ...), segundo dados PÚBLICOS de fontes oficiais, investiu largos milhões nos movimentos neonazis ucranianos para derrubar o Ianukovich? Mas claro, os media corporativos omitem-no, e só falam nas manigâncias do Putin no leste da Ucrânia... (Cfr http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=688277 ou
http://www.portugues.larouchepub.com/outrosartigos/2014/0202-ukraine_nazi_coup.html)
Já pensaram, se o presidente fosse um branco, era uma barbaridade. Assim, "tudo numa boa"... Que grande golpe propagandístico, o "negro" Obama na presidência!
Em Londres - um dos centros mundiais do sistema capitalista parasitário, as paredes do Metro estão cheias de cartazes de associações gays/lésbicas alertando contra a homofobia. Mas que progressistas, os "british"... e que bem tolerados são os gays pelo centro mundial capitalista, com direito a publicidade milionária no "tube" londrino, vista diariamente por milhões de pessoas!
Londres já era, nos anos 60, uma Meca dos gays. Qualquer pessoa informada o sabe. Falar de homofobia ali hoje, é de rebolar no chão a rir... mas percebe-se este uso da publicidade no Metro, convém marcar a posição do lóbi gay num centro mundial, não é? (lá vou eu ser incinerado pelas ligas LGBT por dizer isto ...)
A verdade é que, enquanto o pagode andar distraído com os (reais ou imaginários) racismos, sexismos, fobismos, nacionalismos, etc., vai-se estupidificando cada vez mais e perdendo o fio condutor da QUESTÃO FULCRAL: o sistema capitalista mundial, e como ele funciona.
Isto, já não falando nas taras futebolísticas e nos nacionalismos de mão posta no coração quando toca o hino, com que somos bombardedos por exemplo na Copa - esses, mais primários, e destinados à "ralé" do sistema, como diria o grande linguísta e politólogo (judeu americano) Noam Chomsky.
Enfim, caminhando e andando... (para onde, eis a questão)
http://www.portugues.larouchepub.com/outrosartigos/2014/0202-ukraine_nazi_coup.html)
Já pensaram, se o presidente fosse um branco, era uma barbaridade. Assim, "tudo numa boa"... Que grande golpe propagandístico, o "negro" Obama na presidência!
Em Londres - um dos centros mundiais do sistema capitalista parasitário, as paredes do Metro estão cheias de cartazes de associações gays/lésbicas alertando contra a homofobia. Mas que progressistas, os "british"... e que bem tolerados são os gays pelo centro mundial capitalista, com direito a publicidade milionária no "tube" londrino, vista diariamente por milhões de pessoas!
Londres já era, nos anos 60, uma Meca dos gays. Qualquer pessoa informada o sabe. Falar de homofobia ali hoje, é de rebolar no chão a rir... mas percebe-se este uso da publicidade no Metro, convém marcar a posição do lóbi gay num centro mundial, não é? (lá vou eu ser incinerado pelas ligas LGBT por dizer isto ...)
A verdade é que, enquanto o pagode andar distraído com os (reais ou imaginários) racismos, sexismos, fobismos, nacionalismos, etc., vai-se estupidificando cada vez mais e perdendo o fio condutor da QUESTÃO FULCRAL: o sistema capitalista mundial, e como ele funciona.
Isto, já não falando nas taras futebolísticas e nos nacionalismos de mão posta no coração quando toca o hino, com que somos bombardedos por exemplo na Copa - esses, mais primários, e destinados à "ralé" do sistema, como diria o grande linguísta e politólogo (judeu americano) Noam Chomsky.
Enfim, caminhando e andando... (para onde, eis a questão)
09/06/2014
Ana Drago e o debate na esquerda portuguesa
Esta é apenas uma parte do debate necessário, sobre os muitos temas a analisar.
Mas podemos começar por aqui.
Ana Drago tem-se desdobrado em declarações, quer no seu blogue quer em entrevistas aos media corporativos dominantes.
Infelizmente, apesar do tom sincero e espontâneo a que nos habituou, não me parece que Ana avance com qualquer ideia que faça a diferença e seja verdadeiramente capaz de mobilizar novas energias à esquerda.
Vejamos alguns tópicos centrais da sua entrevista ao Público de 8/06/2014, seguidos do meu comentário.
AVISO: Alerta-se os apreciadores de coisas superficiais que a leitura a seguir poderá ser indigesta, uma vez que usa argumentos sólidos e aprofundados q.b. (para um simples blogue)
Pensem bem antes de ler, e vejam se não preferem ficar pelas generalidades dos media corporativos ou "burgueses", continuando a chafurdar tranquilos no lamaçal em que este País está a ser transformado.
1. Justificando o suposto desvio de votos para o PCP
Ana Drago: "(...) o PCP funciona como um cofre. Vota-se, e o partido guarda o voto, faz uma defesa do Estado Social, da democracia (...)"
Aparentemente para A.Drago o PCP terá essa capacidade de fixar o voto do povo mais fiel a Abril, mas não consegue ir além disso. Porque em sua opinião (noutro ponto da entrevista) o PCP se remete a uma atitude defensiva que não dá abertura para outros setores da sociedade.
Tem em parte razão A.Drago neste ponto, mas a forma como exprime a sua ideia, talvez para evitar ser truculenta, resulta numa grande falta de rigor. É que, ao contrário do que afirma, o PCP não defende de forma coerente o Estado social.
Se o fizesse, perante o brutal ataque da troika aos pensionistas, o PCP devia ter a REPOSIÇÃO DAS PENSÕES como palavra de ordem central nos seus cartazes da última campanha eleitoral e não apenas DOS SALÁRIOS como fez.
Devia ter também conduzido os sindicatos a chamarem os seus trabalhadores reformados para reuniões com vista a organizar o combate à violenta espoliação de que foram alvo, em vez de deixá-los entregues ao seu isolamento.
A verdade é que nem sequer no primeiro OGE do atual governo, que cortou os 13ª e 14ª meses, o PCP requereu a inconstitucionalidade, deixando ao BE e a alguns deputados do PS as "custas" dessa luta.
Só quem anda muito distraído não se apercebeu destes factos centrais.
Que de modo algum podem ser considerados ocasionais num partido como o PCP, que planifica meticulosamente o discurso e as suas ações. A atuação do PCP nada tem de ocasional, antes resulta da sua total subordinação ao eleitoralismo dentro da lógica interna do sistema, que analiso no ponto seguinte.
04/06/2014
Comentário sobre Ana Drago
Eis
o comentário que fiz à partilha que Ana Drago (ex-dirigente do
Bloco de Esquerda) produziu no seu facebook.
Link aqui: facebook Ana Drago.
Nota: é um 1º comentário feito ao primeiro post dela sobre o tema, dentro de horas farei um outro mais desenvolvido sobre as entrevistas que a Ana Drago tem dado.
«A
Ana parece-me bem intencionada.
Mas
o problema não é só de pessoas, é de linha política.
Um
partido não pode às 2ªs, 4ªs e 6ªs defender os interesses
(reais ou imaginários) de ínfimas minorias que dispõem de fortes lóbis, e às 3ªs, 5ªs e sábados
defender os aposentados, os desempregados, os precários, os
emigrantes forçados, etc. que são a esmagadora maioria.
Por outro lado isto já não vai lá com apelos bem intencionados à unidade das esquerdas.
O
PS, o PCP, o BE, os grupúsculos como o Livre, o 3D, os trotskistas do MAS, apesar da cortina de palavreado empolado mais ou menos marxista, representam sectores socialmente instalados DENTRO do
sistema capitalista, cujas reivindicações e crenças provêm do estilo
de vida consumista induzido pelo sistema (em graus diferentes, para cada um deles).
A
população em geral desconfia e não se revê em tais partidos, nem tãopouco nos partidos de direita.
Por
isso é que a abstenção atingiu quase três quartos do eleitorado.
Os
32,5% do PS, os 29% do PSD+CDS, os 12.5% da CDU, os 7,2% do Marinho Pinto, têm que ser
reduzidos a um quarto, pois essas percentagens são em relação
ao ¼ do eleitorado que votou nos partidos, estão referidas a essa base de cálculo restrita.
Deixem-se
pois os partidos de proclamar vitórias da treta. A verdade é que
ninguém ganhou estas eleições, a não ser a abstenção (ou seja,
os não-votos, mais os brancos e os nulos). O que é triste, mas é
verdade.
E
não venham igualmente tentar dar lições de moral a quem se
absteve, porque muitos dos abstencionistas sabem mais de política
com os olhos fechados do que os politiqueiros com os olhos abertos.»
11/05/2014
ABSTENÇÃO! - PERANTE A CONIVÊNCIA E A DEMAGOGIA EXTREMAS
O momento que o País vive é duma demagogia eleitoralista que roça o patético.
Apenas possível numa sociedade mergulhada em profunda alienação, fruto da chantagem troikista e da incompetência da oposição. Chantagem que só resulta porque há uma população despolitizada e confundida por décadas de subsidiodependência da UE, à qual nunca nenhum partido se opôs de forma consequente.
Depois de 3 anos de brutal espoliação que fez pagar a "crise" aos aposentados, aos funcionários públicos, aos desempregados e a outros grupos mais vulneráveis, que vem desmantelando o SNS e a escola pública, que pôs a economia em estado comatoso, mandando em 3 anos cerca de 250.000 pessoas para a emigração (nível dos piores anos do fascismo), que fez regredir o poder de compra duma grande parte da população para 40 anos atrás e colocou na pobreza mais de 1/3 dela, que só no último ano destruiu 229.000 empregos (link), apesar da vergonhosa manipulação da taxa de desemprego procurar convencer-nos do contrário...
... depois de tudo isto, o grupo no poder ainda se atreve a embandeirar em arco, proclamando vitória pelo suposto fim da troika (que é falso, porque a tutela da UE e do FMI vai continuar por 20 anos, e isso FORMALMENTE pelos acordos assinados) e manipulando os números da economia, que na verdade levará, ao ritmo atual e apenas se tudo correr bem, 5 a 7 anos a regressar ao nível de produção anterior à intervenção, mas com tudo o resto - desigualdades, qualidade de vida, serviços, centros de decisão, etc - diferente para pior.
A confusão espalhada na população é total. E isso muito deve à incompetência da oposição para ler correctamente a situação e desmontar com clareza a gravidade das agressões cometidas pela clique no poder.
Assiste-se a uma mistura de níveis de responsabilidade, metendo-se no mesmo saco a clique golpista no poder e o PS. Quando, apesar das pesadas responsabilidades e da óbvia conivência do PS, este nunca fez a tentativa de assalto ilegal às pensões e aos salários a que assistimos nestes 3 anos - naquilo que é um autêntico golpe de Estado.
Grupúsculos pseudo-radicais - na verdade funcionando como lebres doutros interesses ou partidos para despistar os cidadãos - ao sabor da agenda dos media mercenários, lançam campanhas como "prisão dos responsáveis pela dívida" que, além de escolherem alvos insignificantes como o Duarte Lima, sobretudo não destacam o papel do terrorismo financeiro internacional como responsável maior da crise, por isso ilibam-no.
Por outro lado, alguns partidos apontam o euro em abstrato como responsável da "crise". Ora isto assim posto, é brincadeira de crianças já que não responsabiliza ninguém em concreto, nomeadamente os que foram coniventes com o terrorismo financeiro internacional.
Jamais Portugal teria precisado de qualquer "resgate" se o BCE e a Alemanha tivessem combatido desde início os especuladores (como hoje fazem, após a ameaça que atingiu a Itália), até porque a dívida pública portuguesa era então apenas 2/3 da que é agora.
Entretanto, partidos de esquerda e a grande maioria dos sindicatos metem no mesmo saco as camadas mais fustigadas - aposentados, função pública, etc., aos quais a clique no poder aplica leis especiais - só visto em regimes de apartheid, naquilo que é um autêntico golpe subversivo da Constituição e de centenas de leis que regulam as carreiras - e ao fazê-lo, tais forças políticas põem os espoliados no mesmo plano doutros grupos com cortes relevantes, sim, mas que não assumem a natureza golpista ilegal dos primeiros.
Daí, dessa avaliação errada e desse confusionismo, os partidos e os sindicatos (quase todos) mantêm uma atitude institucional conivente perante a clique do poder, fingindo não perceber a mudança destrutiva do regime democrático e a radical perda de soberania subsequente à intervenção estrangeira - que se prevê durar décadas, como já foi dito acima..
Essa conivência e este confusionismo dos partidos e centrais sindicais são razões mais que suficientes para que, desta vez. se deva votar apenas como protesto: ABSTENÇÃO!
27/03/2014
QUANDO A CENSURA É FEITA PELAS PRÓPRIAS JORNALISTAS:
Esta funcionária da
RTP, paga pelos nossos impostos, no fórum da RTPi sobre os cortes nas pensões em que ela devia ser simples moderadora - inclusive
tinha um comentador-convidado, o seu próprio Director de Informação, e o programa era
para os cidadãos opinarem - teve um comportamento execrável.
Ela tentou impor as mesmas mentiras repetidas pela clique no poder, e interrompeu um cidadão que desmontava a apregoada "insustentabilidade da Segurança Social" (mostrando que os governos têm desviado muitos milhares de milhões colocados nos fundos de pensões pelos aposentados) .
A dita jornalista, armada em sabichona, cortou várias vezes a palavra ao ouvinte (que se exprimia com toda a correcção, diga-se) impedindo-o de concluir.
No fascismo, a censura era feita por oficiais do exército reformados que não percebiam nada de política e agiam maquinalmente, cortando conteúdos das notícias conforme as ordens recebidas.
Agora é muito pior. São mercenários com carteira de jornalista que, ganhando "brutos" ordenados, fazem uma censura cirúrgica extremamente eficaz para efeitos de baralhação e manipulação do comum cidadão.
E dizem que é democracia. Ao que isto chegou...!
Ela tentou impor as mesmas mentiras repetidas pela clique no poder, e interrompeu um cidadão que desmontava a apregoada "insustentabilidade da Segurança Social" (mostrando que os governos têm desviado muitos milhares de milhões colocados nos fundos de pensões pelos aposentados) .
A dita jornalista, armada em sabichona, cortou várias vezes a palavra ao ouvinte (que se exprimia com toda a correcção, diga-se) impedindo-o de concluir.
No fascismo, a censura era feita por oficiais do exército reformados que não percebiam nada de política e agiam maquinalmente, cortando conteúdos das notícias conforme as ordens recebidas.
Agora é muito pior. São mercenários com carteira de jornalista que, ganhando "brutos" ordenados, fazem uma censura cirúrgica extremamente eficaz para efeitos de baralhação e manipulação do comum cidadão.
E dizem que é democracia. Ao que isto chegou...!
ROUBO, MANIPULAÇÃO E ALMOFADAS
Hoje as três TVs noticiosas - todas, que coincidência...- fizeram uma "antena aberta"/fórum de debate com os espectadores sobre as notícias que os esbirros do desgoverno passaram para os jornais como-quem-não-quer-a-coisa, tornando permanentes os cortes nas pensões através do truque de mudar o cálculo de modo a depender do factor demográfico e do PIB.
Até aqui, tudo bem.
OU, na realidade, TUDO MAL, porque as pensões já estão rebaixadas em certos casos para metade de quando a clique Passos & Portas entrou. A aplicar tais factores, deveria ser quando as pensões ainda estavam no seu nível inicial. Agora, significará apenas mais roubo continuado, a somar ao saque já feito.
E TUDO MAL, porque este desGoverno faz sempre o mesmo número ritual - lança o balão de ensaio por interposta pessoa, entretanto vai dizendo que não e, no fim, aplica mesmo aquele imposto ou outro pior.
AGORA A QUESTÃO: porque é que os media, que em 90% do tempo colaboram na propaganda burlona da troika e do seu desGoverno deram aqui a voz aos ouvintes, e todos o fizeram no mesmo dia? E porque é que cada vez dão mais destaque às passeatas-propaganda da CGTP e à cassete ilusionista do PCP?
Porque é que a APRe! - associação de aposentados - habitualmente ignorada, foi desta vez convidada por todos os canais a falar?
EIS A RESPOSTA: porque o desGoverno já percebeu a inépcia e vacuidade da APRe!, da CGTP e de TODA a "oposição" parlamentar. E a clique P&P percebeu também que sózinha não vai conseguir estancar a indignação que tanto saque provocará.
Assim, os media matam dois coelhos dum só golpe: ajudam o desGoverno a lançar o barro à parede e colocam ao mesmo tempo como único representante dos reformados uma organização que nada tem feito, o que é uma forma hábil de criar falsas expectativas, paralisando os saqueados.
CONCLUSÃO: o principal problema dos novos milhões de espoliados pelas atuais medidas fascizantes e perversas (eles ainda têm a lata de falar de justiça quando as tomam) - não é o desGoverno que as aplica.
O principal problema é a "oposição" que lhe serve de almofada, desarmando as vítimas da extorsão com o seu palavreado oco e a constante fuga à luta.
A manipulação tem dois braços e duas cabeças: a dos que tomam as medidas, e a dos que fingem lutar contra elas, anestesiando as vítimas para evitar que se revoltem.
Os predadores mais eficientes, antes de devorarem as presas, tratam de paralisá-las com veneno.
Até aqui, tudo bem.
OU, na realidade, TUDO MAL, porque as pensões já estão rebaixadas em certos casos para metade de quando a clique Passos & Portas entrou. A aplicar tais factores, deveria ser quando as pensões ainda estavam no seu nível inicial. Agora, significará apenas mais roubo continuado, a somar ao saque já feito.
E TUDO MAL, porque este desGoverno faz sempre o mesmo número ritual - lança o balão de ensaio por interposta pessoa, entretanto vai dizendo que não e, no fim, aplica mesmo aquele imposto ou outro pior.
AGORA A QUESTÃO: porque é que os media, que em 90% do tempo colaboram na propaganda burlona da troika e do seu desGoverno deram aqui a voz aos ouvintes, e todos o fizeram no mesmo dia? E porque é que cada vez dão mais destaque às passeatas-propaganda da CGTP e à cassete ilusionista do PCP?
Porque é que a APRe! - associação de aposentados - habitualmente ignorada, foi desta vez convidada por todos os canais a falar?
EIS A RESPOSTA: porque o desGoverno já percebeu a inépcia e vacuidade da APRe!, da CGTP e de TODA a "oposição" parlamentar. E a clique P&P percebeu também que sózinha não vai conseguir estancar a indignação que tanto saque provocará.
Assim, os media matam dois coelhos dum só golpe: ajudam o desGoverno a lançar o barro à parede e colocam ao mesmo tempo como único representante dos reformados uma organização que nada tem feito, o que é uma forma hábil de criar falsas expectativas, paralisando os saqueados.
CONCLUSÃO: o principal problema dos novos milhões de espoliados pelas atuais medidas fascizantes e perversas (eles ainda têm a lata de falar de justiça quando as tomam) - não é o desGoverno que as aplica.
O principal problema é a "oposição" que lhe serve de almofada, desarmando as vítimas da extorsão com o seu palavreado oco e a constante fuga à luta.
A manipulação tem dois braços e duas cabeças: a dos que tomam as medidas, e a dos que fingem lutar contra elas, anestesiando as vítimas para evitar que se revoltem.
Os predadores mais eficientes, antes de devorarem as presas, tratam de paralisá-las com veneno.
06/03/2014
15.000 polícias protestam frente à AR, em Lisboa
MAIOR PROTESTO POLICIAL DE SEMPRE
Numa ação marcada por longos períodos de tensão, ameaças de invasão que originaram vários feridos, só paradas por um impressionante dispositivo de centenas de polícias de choque e pelos histéricos e insistentes apelos dos líderes sindicais à boa ordem, com os piquetes sindicais a reforçarem mesmo a polícia de choque...
... tudo acabou na paz podre do costume, como é da praxe nas manifs da CGTP, com o dirigente da ASPP, Paulo Rodrigues na típica retórica do sindicalismo amarelo a dirigir palavras elogiosas ao poder na pessoa da presidente da AR, por sinal bastante desprestigiada pela sua desorientação recente, além da choruda pensão que recebe pelos escassos anos de trabalho no TC.
Nem uma palavra destes dirigentes sindicais apelando à unidade dos portugueses em torno da espoliação comum às várias categorias sociais, nem uma palavra exigindo a demissão dos corruptos e colaboracionistas com o saque, nem uma palavra para uma estratégia de revolta no futuro.
Fica a nota positiva duma vontade de lutar expressa no rosto e nas palavras de ordem espontâneas dos homens e mulheres desta classe profissional, alto e bom som:
"Passos, escuta, és um filho da P...."
Mas o epílogo imediato, sabemos qual vai ser: umas migalhas como paga pelo "bom comportamento" dos sindicatos amarelos, propaladas como "vitória da classe" ou no mínimo "a vitória possivel".
Mais uma vez se constata o papel do sindicalismo amarelo e dos partidos capitulacionistas por trás dele, como importantes almofadas do poder reacionário e anti-nacional que dirige o País.
Numa ação marcada por longos períodos de tensão, ameaças de invasão que originaram vários feridos, só paradas por um impressionante dispositivo de centenas de polícias de choque e pelos histéricos e insistentes apelos dos líderes sindicais à boa ordem, com os piquetes sindicais a reforçarem mesmo a polícia de choque...
... tudo acabou na paz podre do costume, como é da praxe nas manifs da CGTP, com o dirigente da ASPP, Paulo Rodrigues na típica retórica do sindicalismo amarelo a dirigir palavras elogiosas ao poder na pessoa da presidente da AR, por sinal bastante desprestigiada pela sua desorientação recente, além da choruda pensão que recebe pelos escassos anos de trabalho no TC.
Nem uma palavra destes dirigentes sindicais apelando à unidade dos portugueses em torno da espoliação comum às várias categorias sociais, nem uma palavra exigindo a demissão dos corruptos e colaboracionistas com o saque, nem uma palavra para uma estratégia de revolta no futuro.
Fica a nota positiva duma vontade de lutar expressa no rosto e nas palavras de ordem espontâneas dos homens e mulheres desta classe profissional, alto e bom som:
"Passos, escuta, és um filho da P...."
Mas o epílogo imediato, sabemos qual vai ser: umas migalhas como paga pelo "bom comportamento" dos sindicatos amarelos, propaladas como "vitória da classe" ou no mínimo "a vitória possivel".
Mais uma vez se constata o papel do sindicalismo amarelo e dos partidos capitulacionistas por trás dele, como importantes almofadas do poder reacionário e anti-nacional que dirige o País.

05/03/2014
A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA
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A notar no final, a referência à tentativa da Turquia criar um sistema bancário independente do sistema mundial. Talvez isso explique muito do que se está passando tanto na Turquia como noutras regiões.
Mas, o mais importante:
Há muito que venho defendendo esta tese, que passa por perceber que os EUA emitem - através do seu sistema bancário, como fala o autor, mas também por outros meios - triliões de dólares DE GRAÇA, que usam para manter artificialmente a sua economia, corromper as sua classes médias e sustentar a sua formidável máquina militar, de espionagem, de subversão e propagandística, que lhes permite o domínio absoluto - político e ideológico - do mundo. Dançamos todos, literalmente, ao compasso da banda norte-americana!
Como textos longos já quase ninguém lê, espero que em vídeo alguém procure assimilar.
Chamo a atenção que isto é apenas o começo do muito que as pessoas devem entender para saberem como funciona o mundo atual (sendo que a opinião do autor não coincide exactamente com a minha, já que ele põe o foco nos custos para o contribuinte norte-americano, enquanto eu o ponho no facto dos EUA se servirem do dólar como moeda mundial para viverem à custa disso - incluindo os seus contribuintes).
Espero que em Portugal as pessoas comecem finalmente a "cair na real" e deixem de acreditar nas tretas mirabolantes de que a culpa da crise portuguesa e europeia é "nossa", resultado do "viver acima das posses", ou mesmo dos trocados gastos pelos sucessivos desGovernos com fundações e corrupção, e mais isto e aquilo!
Deixemo-nos de faits divers. O foco é a manipulação dos mercados e a parasitagem mundial dos especuladores financeiros, com os grandes bancos mundiais na 1ª linha (como uma investigação recente apurou no Reino Unido).
A crise, como demonstrarei brevemente, é fruto do terrorismo financeiro mundial e dos seus ataques especulativos feitos cirurgicamente quando convém, e DESFEITOS quando os desGovernos que os servem, como é o caso do P&P (Passos e Portas), estão no poder.
23/02/2014
Da Ucrânia, com amor
Eis o meu comentário a este artigo inserto no blogue "Da Rússia", do jornalista José Milhazes
Vejo pelos comentários ao blogue em referência que há muita desinformação inclusive dos que se acham tão espertos que já fizeram "o filme todo" da situação. Presunção e água benta, cada um toma a que quer...
O que eu sei - e sei pouco, sei-o nomeadamente por informações pessoais de ucranianos amigos que moram na minha zona - é que na Ucrânia, independentemente dos vários governos que passaram, a corrupção é generalizada, paga-se por baixo da mesa para se ser tratado no hospital público gratuito (onde, apesar disso,se é melhor tratado que em muitos hospitais da área metropolitana de Lisboa), ou que só corrompendo a polícia se passa na fronteira sem problemas, mesmo tendo todos os papéis legais. E sei que há muita pobreza e desemprego - se assim não fosse, com a crise que grassa em Portugal, os imigrantes ucranianos já tinham regressado todos. Alguns fizeram-no, é certo, mas uma boa parte continua por cá, mesmo a viver de subsídios ou biscates, nalguns casos.
O Partido Comunista ucraniano apoiava o corrupto Ianukovitch, que acaba de ser deposto, o que mostra bem o papel e as responsabilidades no degradar da situação social duma certa esquerda tradicional, como refiro abaixo. Seria bom os militantes deste tipo de partidos refletirem sobre os abismos para onde a sua cegueria partidária os pode levar.
(clique a seguir para prosseguir a leitura)
Vejo pelos comentários ao blogue em referência que há muita desinformação inclusive dos que se acham tão espertos que já fizeram "o filme todo" da situação. Presunção e água benta, cada um toma a que quer...
O que eu sei - e sei pouco, sei-o nomeadamente por informações pessoais de ucranianos amigos que moram na minha zona - é que na Ucrânia, independentemente dos vários governos que passaram, a corrupção é generalizada, paga-se por baixo da mesa para se ser tratado no hospital público gratuito (onde, apesar disso,se é melhor tratado que em muitos hospitais da área metropolitana de Lisboa), ou que só corrompendo a polícia se passa na fronteira sem problemas, mesmo tendo todos os papéis legais. E sei que há muita pobreza e desemprego - se assim não fosse, com a crise que grassa em Portugal, os imigrantes ucranianos já tinham regressado todos. Alguns fizeram-no, é certo, mas uma boa parte continua por cá, mesmo a viver de subsídios ou biscates, nalguns casos.
O Partido Comunista ucraniano apoiava o corrupto Ianukovitch, que acaba de ser deposto, o que mostra bem o papel e as responsabilidades no degradar da situação social duma certa esquerda tradicional, como refiro abaixo. Seria bom os militantes deste tipo de partidos refletirem sobre os abismos para onde a sua cegueria partidária os pode levar.
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04/02/2014
O SENTIDO DO ANACRONISMO DAS PRAXES
Este é o debate do momento nos media portugueses, despoletado pela tragédia da praia do Meco em que morreram seis jovens duma universidade privada, quando simulavam os rituais a aplicar aos novos alunos.
O sinistro facto gerou um natural movimento de repúdio contra essa aberração que são as praxes, com os seguintes argumentos:
- As praxes são humilhantes e, ao contrário do que dizem os seus promotores, elas não integram, antes estupidificam e tornam submissos os alunos ao imporem-lhes atos humilhantes e muitas vezes perigosos, através duma coação chantagista
- As praxes são uma coisa anacrónica, reminescência dum passado tradicionalista e conservador que hoje não faz sentido.
- As autoridades universitárias, ao não imporem regras que limitem os abusos, estão a ser coniventes
- Vários dos comportamentos impostos aos "caloiros" e o tipo de organização que enquadra as praxes chegam a assumir um nível criminoso, infringindo direitos pessoais básicos, intocáveis. e indisponíveis
Concordo com tudo isso. Mas é preciso ir mais fundo na análise e perceber o que é que a persistência de hábitos tão boçais tem a ver com a estrutura e a conjuntura atual da sociedade portuguesa.
(para ler mais, clique abaixo)
OS ARGUMENTOS MAIS COMUNS CONTRA AS PRAXES...
O sinistro facto gerou um natural movimento de repúdio contra essa aberração que são as praxes, com os seguintes argumentos:
- As praxes são humilhantes e, ao contrário do que dizem os seus promotores, elas não integram, antes estupidificam e tornam submissos os alunos ao imporem-lhes atos humilhantes e muitas vezes perigosos, através duma coação chantagista
- As praxes são uma coisa anacrónica, reminescência dum passado tradicionalista e conservador que hoje não faz sentido.
- As autoridades universitárias, ao não imporem regras que limitem os abusos, estão a ser coniventes
- Vários dos comportamentos impostos aos "caloiros" e o tipo de organização que enquadra as praxes chegam a assumir um nível criminoso, infringindo direitos pessoais básicos, intocáveis. e indisponíveis
... E UMA ANÁLISE MAIS PROFUNDA
Concordo com tudo isso. Mas é preciso ir mais fundo na análise e perceber o que é que a persistência de hábitos tão boçais tem a ver com a estrutura e a conjuntura atual da sociedade portuguesa.
(para ler mais, clique abaixo)
29/11/2013
CTT: a luta pelos correios - que lições?
NOTA: Esta luta ocorreu no período do governo de direita PSD/CDS (Passos/Portas). Mas a maior parte da análise mantém-se atual.
Os trabalhadores dos CTT estão em luta.
Infelizmente, o facto da liderança ser das cúpulas bolorentas da CGTP e da UGT promete apenas mais um simulacro de luta para trabalhador ingénuo ver.
Nada foi preparado para um combate duro e prolongado. Que poderia nem passar por greves, mas passaria sempre por um minucioso estudo de estratégias diversificadas e imaginativas, em espiral crescente, com alternativas preparadas para cada vez que uma ação fosse anulada.
Podiam, por exemplo, oferecer serviços gratuitos aos clientes, com o uso ou não das estruturas da empresa para o efeito (dependendo da adesão da classe). Ou, sendo mais criativos, mandar imprimir um grande selo simbolizando a destruição do País a par da dos correios, e vendê-lo para angariar um fundo de resistência, ou simplesmente oferecê-lo.
NOTA: Na Carris, antes de 1974, numa situação em contexto social diferente mas não mais grave que o atual os trabalhadores deixaram os passageiros viajar de graça, numa ostensiva desobediência civil.
Mas, agora mesmo, os sindicatos dos transportes da CGTP, ao invés, insistem em greves que parecem desenhadas para irritar o público.
E repetem, repetem, repetem mais do mesmo... há décadas, numa persistência cega no erro que é difícil alguém entender.
Os trabalhadores dos CTT estão em luta.
Infelizmente, o facto da liderança ser das cúpulas bolorentas da CGTP e da UGT promete apenas mais um simulacro de luta para trabalhador ingénuo ver.
Nada foi preparado para um combate duro e prolongado. Que poderia nem passar por greves, mas passaria sempre por um minucioso estudo de estratégias diversificadas e imaginativas, em espiral crescente, com alternativas preparadas para cada vez que uma ação fosse anulada.
Podiam, por exemplo, oferecer serviços gratuitos aos clientes, com o uso ou não das estruturas da empresa para o efeito (dependendo da adesão da classe). Ou, sendo mais criativos, mandar imprimir um grande selo simbolizando a destruição do País a par da dos correios, e vendê-lo para angariar um fundo de resistência, ou simplesmente oferecê-lo.
NOTA: Na Carris, antes de 1974, numa situação em contexto social diferente mas não mais grave que o atual os trabalhadores deixaram os passageiros viajar de graça, numa ostensiva desobediência civil.
Mas, agora mesmo, os sindicatos dos transportes da CGTP, ao invés, insistem em greves que parecem desenhadas para irritar o público.
E repetem, repetem, repetem mais do mesmo... há décadas, numa persistência cega no erro que é difícil alguém entender.
21/11/2013
POLICIAS EM PROTESTO RADICALIZADO
Finalmente o trabalho de sapa realizado pelos sindicatos e partidos colaboracionistas começa a abrir brechas.
Os manifestantes das forças policiais que hoje ao fim da tarde se manifestaram em frente à Assembleia da República, apesar dos esforços do cordão da manifestação e dos agentes em serviço na AR, quebraram as barreiras e invadiram as escadarias do parlamento.
Tratou-se aparentemente de um ato espontâneo, imaginem se fosse organizado e não sofresse as sabotagens do costume...
São sinais de esboroamento das teorias e da prática dos que dizem que só se podem fazer manifestações obedientes e inúteis como as que a CGTP, PCP, BE e a orla organizam, levando à risota dos mandatários no poder da coligação neocolonial cujo programa de extorsão é imposto ao País.
Os manifestantes das forças policiais que hoje ao fim da tarde se manifestaram em frente à Assembleia da República, apesar dos esforços do cordão da manifestação e dos agentes em serviço na AR, quebraram as barreiras e invadiram as escadarias do parlamento.
Tratou-se aparentemente de um ato espontâneo, imaginem se fosse organizado e não sofresse as sabotagens do costume...
São sinais de esboroamento das teorias e da prática dos que dizem que só se podem fazer manifestações obedientes e inúteis como as que a CGTP, PCP, BE e a orla organizam, levando à risota dos mandatários no poder da coligação neocolonial cujo programa de extorsão é imposto ao País.
12/11/2013
RESPOSTA À PROPAGANDA NEOCOLONIAL
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| Uma direita cúmplice e sem ideias, apenas sustentada pela chantagem terrorista da troika |
O que contestei, enumerando múltiplas alternativas, como:
- Anulação de parte da dívida que é da responsabilidade do BCE por protelar deliberadamente o combate aos especuladores
- Indemnização pelas desastrosas políticas da CEE (PAC, pescas, euro...)
- Anulação de contratos fraudulentos, como as PPP, SWAPs, portagens, etc. (cfr. aqui um caso)
- Redução das rendas exorbitantes pagas pelo Estado às grandes empresas
- Eliminação dos privilégios fiscais das grandes fortunas e lucros
- Criar barreiras legais e informáticas à fuga de capitais
- Acabar com as mordomias despudoradas dos "boys" dos partidos ou dos privados
- Acabar com os auxílios desequilibrados a certas regiões, cidades e empresas privilegiadas
- Suspender as privatizações e recuperar parte das empresas públicas lucrativas já privatizadas
- Anulação de parte da dívida que é da responsabilidade do BCE por protelar deliberadamente o combate aos especuladores
- Indemnização pelas desastrosas políticas da CEE (PAC, pescas, euro...)
- Anulação de contratos fraudulentos, como as PPP, SWAPs, portagens, etc. (cfr. aqui um caso)
- Redução das rendas exorbitantes pagas pelo Estado às grandes empresas
- Eliminação dos privilégios fiscais das grandes fortunas e lucros
- Criar barreiras legais e informáticas à fuga de capitais
- Acabar com as mordomias despudoradas dos "boys" dos partidos ou dos privados
- Acabar com os auxílios desequilibrados a certas regiões, cidades e empresas privilegiadas
- Suspender as privatizações e recuperar parte das empresas públicas lucrativas já privatizadas
Tomando alguns tópicos da extensa réplica (dum interlocutor de circunstância) como modelo "argumentativo" duma certa direita anti-nacional, eis a minha resposta.
31/10/2013
APRe! para quê? (DESMONTANDO A GRANDE BURLA)
A APRE e outras associações de reformados têm-se revelado
um autêntico equívoco, face ao brutal
ataque que a coligação estrangeira representada pela Troika e o "seu" desGoverno
promovem de forma continuada, sem fim à vista, sobre alguns sectores da classe média.
Tomo por base a intervenção desta associação no protesto de 26 de Outubro último. Link aqui.
Compare-se esta inócua e palavrosa intervenção com os COMENTÁRIOS incisivos dos aposentados nas redes sociais e nos media on-line, onde a RAIVA, a
INDIGNAÇÃO e a REVOLTA são bem visíveis.
NEM FOCO, NEM ACUTILÂNCIA
Acutilância, exatamente o que falta à senhora do boné da APRe – adereço com um toque “radical”, decerto para camuflar a total falta de radicalidade, leia-se lucidez e coragem, no discurso e na ação.
23/10/2013
21/10/2013
COMO PARAR COM O ASSALTO? ( É PRECISO ACORDAR )
As notícias sobre as medidas de terror económico do OE 2014, com novos ataques aos funcionários e aos reformados, não param de sair.
O desGoverno insiste nesta estratégia, ideal para a rapinagem financeira internacional e nacional, mas desastrosa para o povo.
O desGoverno insiste nesta estratégia, ideal para a rapinagem financeira internacional e nacional, mas desastrosa para o povo.
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| A marcha falhada da CGTP na ponte é uma metáfora da Oposição impotente que temos. Os protestos fracassarão enquanto não se focarem nos grupos mais atingidos e os mobilizarem |
Coelho e seus mandantes sabem que atacar a população toda ao mesmo tempo, como quase fizeram em 2012 com a TSU, não é uma boa estratégia - leva à revolta popular. Perceberam-no com o 15.Set desse ano.
Por isso trataram de incidir o essencial do saque da troika sobre três grupos vulneráveis e já antes repetidamente vergastados: os reformados, os desempregados e os funcionários públicos.
Por isso trataram de incidir o essencial do saque da troika sobre três grupos vulneráveis e já antes repetidamente vergastados: os reformados, os desempregados e os funcionários públicos.
17/10/2013
"LUTA" RETÓRICA E LUTA REAL
A realidade acabou por dar
razão à minha posição crítica bem antes do que eu próprio
esperava.
Perante a teimosa oposição
dum Governo socialmente mais que minoritário, mas reacionário e empedernido, a CGTP recuou na sua intenção – que reiterara de peito cheio durante toda uma semana - de percorrer a ponte 25 de Abril em protesto a pé e, cabisbaixa, substituiu-a por uma travessia de carro que acabou numa vulgar concentração num local tão politicamente inócuo como Alcântara.
05/10/2013
Análise dos resultados das eleições
A análise dos grandes media às eleições recentes mostra o quanto a manipulação campeia sem um pingo de vergonha. Falta de vergonha, aliás, que se alimenta do crescente alheamento dos eleitores.
Sobre um levantamento exaustivo dos 4 últimos atos comparáveis – autárquicas de 2001, 2005, 2009 e 2013 – cujos dados se veem abaixo, eis a minha própria análise.
1. Maior abstenção de sempre em eleições autárquicas e maior número de votos nulos e brancos, somando estes 368.552 (em percentagem, 7,37%), no que é claramente um voto de protesto contra o sistema. Número superior ao do CDS e BE somados e enquanto listas próprias.
Globalmente, os não votantes e os votos de puro protesto valem mais que todos os partidos juntos. Como pode ver-se:
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