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23/10/2013
21/10/2013
COMO PARAR COM O ASSALTO? ( É PRECISO ACORDAR )
As notícias sobre as medidas de terror económico do OE 2014, com novos ataques aos funcionários e aos reformados, não param de sair.
O desGoverno insiste nesta estratégia, ideal para a rapinagem financeira internacional e nacional, mas desastrosa para o povo.
O desGoverno insiste nesta estratégia, ideal para a rapinagem financeira internacional e nacional, mas desastrosa para o povo.
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| A marcha falhada da CGTP na ponte é uma metáfora da Oposição impotente que temos. Os protestos fracassarão enquanto não se focarem nos grupos mais atingidos e os mobilizarem |
Coelho e seus mandantes sabem que atacar a população toda ao mesmo tempo, como quase fizeram em 2012 com a TSU, não é uma boa estratégia - leva à revolta popular. Perceberam-no com o 15.Set desse ano.
Por isso trataram de incidir o essencial do saque da troika sobre três grupos vulneráveis e já antes repetidamente vergastados: os reformados, os desempregados e os funcionários públicos.
Por isso trataram de incidir o essencial do saque da troika sobre três grupos vulneráveis e já antes repetidamente vergastados: os reformados, os desempregados e os funcionários públicos.
17/10/2013
"LUTA" RETÓRICA E LUTA REAL
A realidade acabou por dar
razão à minha posição crítica bem antes do que eu próprio
esperava.
Perante a teimosa oposição
dum Governo socialmente mais que minoritário, mas reacionário e empedernido, a CGTP recuou na sua intenção – que reiterara de peito cheio durante toda uma semana - de percorrer a ponte 25 de Abril em protesto a pé e, cabisbaixa, substituiu-a por uma travessia de carro que acabou numa vulgar concentração num local tão politicamente inócuo como Alcântara.
05/10/2013
Análise dos resultados das eleições
A análise dos grandes media às eleições recentes mostra o quanto a manipulação campeia sem um pingo de vergonha. Falta de vergonha, aliás, que se alimenta do crescente alheamento dos eleitores.
Sobre um levantamento exaustivo dos 4 últimos atos comparáveis – autárquicas de 2001, 2005, 2009 e 2013 – cujos dados se veem abaixo, eis a minha própria análise.
1. Maior abstenção de sempre em eleições autárquicas e maior número de votos nulos e brancos, somando estes 368.552 (em percentagem, 7,37%), no que é claramente um voto de protesto contra o sistema. Número superior ao do CDS e BE somados e enquanto listas próprias.
Globalmente, os não votantes e os votos de puro protesto valem mais que todos os partidos juntos. Como pode ver-se:
28/09/2013
Comparações: Portugal, Chipre e Islândia
A crise e a forma como a ela responderam os vários países permanece envolta em nevoeiro.
Tento aqui levantar a ponta do véu, mostrando dados que habitualmente são escamoteados à população pelos media.
Recorde-se que, destes três países - com uma crise comum em vários aspectos -, a Islândia foi o único que não se subordinou aos bancos nem ao FMI, que recusou pagar a dívida desses bancos e criou novos bancos ao serviço do interesse nacional, enquanto demitia os políticos e levava mesmo alguns deles a tribunal.
12/09/2013
Portugueses no Rio protestam contra homenagem a Relvas
Aqui está gente sem papas na língua e que diz o que tem a dizer, sem calculismos eleiçoeiros.
Para aqueles que andam há anos a anestesiar as lutas populares em Portugal, isto é uma autêntica bofetada.
Vejam se aprendem uma coisa simples: a coragem também se transmite, não apenas a cobardia.
Para ver melhor, por favor, maximizem o vídeo no écrã.
Para aqueles que andam há anos a anestesiar as lutas populares em Portugal, isto é uma autêntica bofetada.
Vejam se aprendem uma coisa simples: a coragem também se transmite, não apenas a cobardia.
Para ver melhor, por favor, maximizem o vídeo no écrã.
04/09/2013
A SÍRIA, ANTECÂMARA DA 3ª GUERRA MUNDIAL
Na atual crise
síria, Obama mostrou que apenas esperava um pretexto para atacar. Como entender
que sequer aguardasse pelo relatório
dos peritos da ONU sobre armas químicas? Tudo remete, pois, para um
plano de longa data.
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| (Foto que corre nas redes sociais) Milhões de sírios nas ruas apelando ao não à guerra. Mas fotos destas não passam nos media mundiais! |
VÁRIAS COINCIDÊNCIAS
Receando a opinião pública americana, de forma clara em maioria contra a guerra, Obama optou por consultar o Senado. Mero pro
forma, como se vê pela sua declaração de que vai atacar, aconteça o que acontecer (mesmo que depois recuasse, ante a inteligente proposta russa).
30/08/2013
INCÊNDIOS: O GRAU ZERO DA POLÍTICA
Nota: Este comentário foi publicado bastantes dias antes do PS, PCP ou Bloco tomarem pela 1ª vez posição pública sobre a calamidade que atingiu o País no presente ano. Será coincidência?
Só este verão já morreram 7 bombeiros. Dezenas
ficaram feridos com maior ou menor gravidade. É a infeliz notícia sobre Portugal que corre nos media mundiais - ainda ontem na DW-TV. Absolutamente invulgar este número de perdas humanas em
Portugal, a que se somam mais de 3,5 mil milhões € de prejuízos materiais. Simbolizam o estado em o país está.
Não basta lamentar ou fazer campanhas
solidárias. É uma exigência cívica responsabilizar quem de direito - os
políticos, que deviam ter tomado em devido tempo medidas preventivas. Mas eles
preferiram a propaganda e as inaugurações.
Se numa escola ou discoteca morrem pessoas
por falta de saídas, toda a gente exige averiguações e punição aos respectivos
diretores, por incúria ou cumplicidade. No caso dos fogos, as pessoas agem como
baratas-tontas e ninguém exige nada. Choram as vítimas e apontam o dedo
aos incendiários o que, infelizmente, não basta.
A verdade é que chegámos ao ponto de aceitar tudo. Os bombeiros são o novo cordeiro para o sacrifício.
23/08/2013
Revista Visão: um dos muitos exemplos de manipulação mediática
"Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a,
e eventualmente todos acreditarão nela" - Adolf Hitler
A revista Visão publica um artigo em 22 do corrente sobre os cortes nas pensões que o (des)governo pretende impôr em 2014. Trata-se dum exemplo acabado da mais grosseira manipulação.
Em cada linha que escreve a "jornalista" demonstra o seu servilismo aos grandes interesses que assaltam o País. Vejamos alguns exemplos.
Logo a segunda frase do artigo, referindo-se aos aposentados com mais de 75 anos, diz: "Os mais velhos estão mais protegidos".
Ora o artigo é sobre as medidas para extorquir (ainda) mais dinheiro aos reformados da CGA - a todos eles. Quando muito a autora poderia escrever: "Perante esta nova extorsão, alguns dos mais velhos poderão sofrer um esbulho menor". E alguns, porque está demonstrado que só quem acumule todas as condições da lei do OGE 2014 terá menor agravamento. Mas agravamento, sempre!
A escolha das palavras não é um mero acaso. Palavra, é a ferramenta do jornalista.
22/08/2013
UHF - chamar os bois pelos nomes!
Quem disse que os UHF são foleiros e não tocam nada?
Podem não ser os Dire Straits ou os Radiohead, mas o António Ribeiro é fixe, não tem nada de estúpido, mantém uma voz timbrada e fala claro, o que é uma grande qualidade num país de meias e bolorentas palavras (já nem falando daquela malta que fala um mau Inglês, mas insiste em cantar só em Inglês):
Apesar do tom de desilusão e dalguns equívocos políticos (o António Ribeiro também insiste na tecla - falsa - da corrupção como fundamental causa da crise...), apesar disso há honestidade, único ponto de partida sério para se fazer alguma coisa.
A verdadeira música de intervenção portuguesa de novo, no meio do estado caótico da nossa cena musical?
19/08/2013
Equador: as contradições ambientais da esquerda populista
O presidente Rafael Correa, conhecido pela sua ousadia em afrontar as oligarquias tradicionais e os grandes interesses estrangeiros, acaba de tomar uma decisão que os ambientalistas consideram um enorme recuo.
Contrariando a sua posição anterior, o governo equatoriano mostra agora abertura à exploração do petróleo na floresta de Yunani, um santuário onde num único hectare existem mais espécies animais e vegetais que nos EUA e Canadá juntos, além de viverem ali os Huaorari e uma outra tribo, ainda não contaminados pela chamada civilização.
O Equador havia reivindicado aos países desenvolvidos uma indemnização de 3,6 biliões de dóls. - cerca de metade do valor das reservas em petróleo da região - para desistir de explorar aquele petróleo, mas não viu suas pretensões atendidas.
Contrariando a sua posição anterior, o governo equatoriano mostra agora abertura à exploração do petróleo na floresta de Yunani, um santuário onde num único hectare existem mais espécies animais e vegetais que nos EUA e Canadá juntos, além de viverem ali os Huaorari e uma outra tribo, ainda não contaminados pela chamada civilização.
O Equador havia reivindicado aos países desenvolvidos uma indemnização de 3,6 biliões de dóls. - cerca de metade do valor das reservas em petróleo da região - para desistir de explorar aquele petróleo, mas não viu suas pretensões atendidas.
10/08/2013
COMPROVADO: TORRES GÉMEAS NÃO CAÍRAM PELO IMPACTO DOS AVIÕES
Acaba de ser comprovado por um cientista dinamarquês, através da análise dos destroços, a presença de sofisticadas nanopartículas explosivas em tão larga quantidade que não podiam ter sido transportadas nos aviões.
O cientista estudou durante dois anos as substâncias referidas, acabando de publicar um artigo científico que comprova que as torres foram demolidas com explosivos anteriormente introduzidos nos vários andares, até porque a quantidade de explosivos necessários não é credível que pudesse ter sido transportada nos aviões e, se o fosse, não podia ter o efeito que teve.
Aliás, o movimento dos familiares e amigos das vítimas reuniu depoimentos de mais de 1.500 engenheiros que sustentam que jamais prédios modernos e daquele tipo (com o detalhe da queda vertical e instantânea do 3º prédio, uma estrutura em aço de 47 andares, que não foi sequer atingida por nenhum avião ou por escombros das torres gémeas) cairiam só com o impacto de um avião, ainda por cima em derrocada perfeita, a não ser por implosão muito bem preparada com longa antecedência.
Assim, não parece haver dúvidas de que se tratou dum atentado manipulado por forças capitalistas internas e externas aos EUA, visando gerar hostilidade no público norte-americano contra os muçulmanos e justificar um ataque dos EUA no médio-oriente. Complementarmente, certos magnatas lucraram muito com as indemnizações mas, apesar da coincidência do seguro feito um mês antes dos atentados, parece absurdo que fosse esse o móbil principal dum crime tão bárbaro.
A quem serve este tipo de ação? A resposta parece lógica. Basta pensar na tensão crescente no médio oriente e em quem ali está cada vez mais isolado politicamente.
Veja as entrevistas e o artigo AQUI.
O cientista estudou durante dois anos as substâncias referidas, acabando de publicar um artigo científico que comprova que as torres foram demolidas com explosivos anteriormente introduzidos nos vários andares, até porque a quantidade de explosivos necessários não é credível que pudesse ter sido transportada nos aviões e, se o fosse, não podia ter o efeito que teve.
Aliás, o movimento dos familiares e amigos das vítimas reuniu depoimentos de mais de 1.500 engenheiros que sustentam que jamais prédios modernos e daquele tipo (com o detalhe da queda vertical e instantânea do 3º prédio, uma estrutura em aço de 47 andares, que não foi sequer atingida por nenhum avião ou por escombros das torres gémeas) cairiam só com o impacto de um avião, ainda por cima em derrocada perfeita, a não ser por implosão muito bem preparada com longa antecedência.
Assim, não parece haver dúvidas de que se tratou dum atentado manipulado por forças capitalistas internas e externas aos EUA, visando gerar hostilidade no público norte-americano contra os muçulmanos e justificar um ataque dos EUA no médio-oriente. Complementarmente, certos magnatas lucraram muito com as indemnizações mas, apesar da coincidência do seguro feito um mês antes dos atentados, parece absurdo que fosse esse o móbil principal dum crime tão bárbaro.
A quem serve este tipo de ação? A resposta parece lógica. Basta pensar na tensão crescente no médio oriente e em quem ali está cada vez mais isolado politicamente.
Veja as entrevistas e o artigo AQUI.
30/07/2013
UM TEXTO DE FERNANDO DACOSTA
Fernando Dacosta tem sido um dos intelectuais mais desassombrados e incómodos para o poder.
Estava silencioso (ou silenciado pelos media - isso não sei) desde há uns tempos.
Veio agora a público com um tema importante, sobre um novo grave ataque do (des)Governo aos aposentados, que recebi pela internet e transcrevo:
Jornal i, 2013-07-25
Estava silencioso (ou silenciado pelos media - isso não sei) desde há uns tempos.
Veio agora a público com um tema importante, sobre um novo grave ataque do (des)Governo aos aposentados, que recebi pela internet e transcrevo:
Tiro de misericórdia
Fernando Dacosta
No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar assinou um decreto que pode liquidar a vida de, pelo menos, 3 milhões de portugueses. Esse decreto determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (que geria uma carteira de 10 mil milhões de euros) "terá de adquirir 4,5 mil milhões de euros de dívida soberana".
Sabendo-se que o referido fundo foi criado como reserva para assegurar, em caso de colapso do Estado, os direitos dos reformados, pensionistas, desempregados e afins durante dois anos (segundo o articulado de lei de bases), o golpe em perspectiva representa o risco de uma descomunal tragédia entre nós.
Lembremos que dos rendimentos dos seniores vivem hoje gerações de filhos e netos seus, sem emprego, sem recursos, sem amparo, sem futuro. Lembremos ainda que os últimos governos têm sido useiros no desvio de verbas da Segurança Social para pagamentos de despesas correntes - "o que qualquer medíocre gestor de fundos sabe que não se deve fazer", comenta, a propósito, Nicolau Santos no "Expresso".
Em 2010, dos 223,4 milhões de euros que deviam ser transferidos para o fundo em causa, o executivo apenas entregou 1,3 milhões.
Após ter semidestruído Portugal economicamente, socialmente, familiarmente, psicologicamente, com total impunidade e arrogância, Vítor Gaspar deixa, ao escapar-se, apontado um tiro de misericórdia aos idosos (e não só), depois de os ter desgraçado com o seu implacável autismo governamental.
Sindicatos, partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto, os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade da Segurança Social.
Sindicatos, partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto, os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade da Segurança Social.
Jornal i, 2013-07-25
24/07/2013
O (MAU) RUMO QUE AS COISAS ESTÃO A TOMAR
"Só
caloteiros é que fazem eleições, gente inconsciente, sem a noção do poder dos mercados.
(...) Não temos dinheiro para comprar mais democracia. Temos de ficar com esta
democracia de plástico comprada na loja chinesa, com este manequim que faz de primeiro-ministro,
com esta marioneta que faz de Presidente, com esta boneca de trapos que faz de
oposição, com estes pés-de-microfone que fazem de jornalistas."
- José
Malheiros, na edição de hoje do Público, citado por QUE SE LIXE A TROIKA
Quem abra a televisão na RTPi e saiba ler os sinais mediáticos, fica com uma ideia cataléptica do País e
do rumo que a política doméstica está a tomar.
A maior parte dos programas são estupidificantes e de baixo nível.
A maior parte dos programas são estupidificantes e de baixo nível.
Uma
telenovela feita para exibir meninas “bétas” todas fardadinhas, com dramas artificiais num
colégio de plástico. Programas de humor diários, com ar abandalhado de riso amarelo. Concursos boçais, com o público a ser orientado para comportamentos grunhos. Quase
tudo é entretenimento rasca, do tipo "Aqui Portugal" (nomes tão imaginativos...), onde locutores incultos apelam a telefonemas para
prémios, em meio a catadupas de música pimba. Futebol servido em debates paranóicos e em doses insuportáveis (serviço público: Hellôoo!! Anybody there?). A própria informação regional não tem o mínimo critério, certas
regiões já sobre-representadas politica e economicamente, ainda se vêem
ampliadas por este media (para mais análises, ver "Crítica aos media" e "somos todos iguais, mas...).
A NOVA MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA
Mas os noticiários diários são
os que refletem melhor o estado dissolvente e feudalizado do País. Emitidos em horário alternado entre
Lisboa e o Porto, incluem os telejornais regionais das RTP Madeira e Açores
após o telejornal nacional das 20 horas. Não esqueçamos que se trata da RTP-i,
montra do País no mundo. Não conheço canal internacional de país nenhum que tenha esta prolixidade folclórica e falta de uniformização.
Aliás, vai-se esboçando que a
uniformização e o controle estão reservados ao controle da imagem do poder
executivo nacional. Eis um exemplo, extraído do telejornal 24 Horas.
21/07/2013
PR avaliza a continuação do desastre e ignora vontade popular
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Mas destanciamento e imparcialidade do PR não é o que se tem visto. Toda esta manobra parece ter servido apenas para a direita no poder, socialmente minoritária, ganhar tempo e tentar vencer pelo cansaço a opinião pública e as oposições.
A única alternativa que resta aos movimentos populares é constituírem uma grande frente popular e nacional, e virem para a rua até que o desGoverno seja expulso.
Se não o fizerem, estarão simplesmente a ser cúmplices do desastre económico e social e dos próximos assaltos que os homens-de-mão da troika preparam ao bolso dos mesmos de sempre.
19/07/2013
ÚLTIMA HORA: SEGURO AFIRMA-SE (finalmente!)
O secretário-geral do PS, A.J.Seguro acaba de fazer uma declaração ao País que, por uma vez, é clara e inequívoca.
Aqui fica o registo de alguns compromissos publicamente assumidos (ainda que de forma genérica) pelo líder do PS:
- Não aos cortes nas pensões e nos salários da FP
- Apoios para os 500.000 desempregados que estão sem qualquer rendimento
- Não a mais despedimentos na FP
- Renegociação da dívida, com socialização da mesma a nível europeu na parte acima dos 60% do PIB
- Diferimento do pagamento dos juros da dívida
- Não à privatização da TAP, Águas e outros importantes interesses públicos
- Redução do IVA da restauração para 15%
Aqui fica o registo de alguns compromissos publicamente assumidos (ainda que de forma genérica) pelo líder do PS:
- Não aos cortes nas pensões e nos salários da FP
- Apoios para os 500.000 desempregados que estão sem qualquer rendimento
- Não a mais despedimentos na FP
- Renegociação da dívida, com socialização da mesma a nível europeu na parte acima dos 60% do PIB
- Diferimento do pagamento dos juros da dívida
- Não à privatização da TAP, Águas e outros importantes interesses públicos
- Redução do IVA da restauração para 15%
18/07/2013
Encenações com endereço, no meio do Atlântico
A cena anacrónica a que assisti hoje na RTP, do Presidente da República ouvido pelo entrevistador oficioso da RTP junto à casa do guarda do parque das Selvagens - ponto perdido no meio do oceano - numa fase crucial da guerra económica que a troika move ao País e em que, numa nação normal, o PR anularia qualquer compromisso para responder à situação ao minuto, essa cena fica para a antologia do teatro do absurdo político.
Um ato bastante caro para a Marinha, mas que (interessante...) os chefes desta arma cumprem solícitos - veja-se o contraste com o ocorrido na fase inicial do governo Sócrates quando por cortes em nada comparáveis aos atuais, os almirantes-chefes fizeram uma pressão inacreditável num Estado de Direito, chamando a terra todos os navios com pretexto de falta de verbas para os manter no mar!
17/07/2013
Corrupção no parlamento europeu
Escândalo no Parlamento Europeu: 4 deputados foram filmados em pleno ato de corrupção, aceitando pagamento para votar determinadas leis.
Trata-se de deputados do Partido Popular Europeu (centro-direita) e do Partido Socialista Europeu (centro-esquerda), de diversas nacionalidades.
Junto do Parlamento europeu atuam, segundo a reportagem, 5.000 lóbistas, cujas atividades são conhecidas e toleradas.
A reportagem concluiu que, para além dos deputados apanhados em flagrante - cujos gabinetes foram já selados com polícia à porta, preparando-se a sua expulsão -, muitos outros terão aceite alguma forma de pressão dos lóbistas.
É esta a União Europeia que nos dá lições de moral ?
Aqui está um bom material para análise do novo paladino anti-corrupção em Portugal, caído de paraquedas na cena pública mas já com direito a coluna cativa (!) no pasquim Correio da Manhã - o ex.vereador do Rui Rio, sr. Paulo Morais, membro da filial portuguesa da associação internacional Transparência.
Tão dedicado como é a apontar o dedo a casos na região de Lisboa e na AR, classificando Portugal como um dos mais corruptos da UE, e jurando mesmo que a corrupção é o principal fator do endividamento português (1), pode agora reavaliar as suas opiniões, se é que não estão congeladas por interesses privilegiados da sua cidade de origem, o Porto, ou por quaisquer outros, nomeadamente internacionais, já que a sua associação se autointitula "a mais influente do mundo". Quem a fundou e financia, para ter assim tanto protagonismo?
Eis o vídeo com a reportagem referida:
(1) A tese de Morais é que os terrenos foram valorizados por esquemas fraudulentos nos municípios, com garantias sobrevalorizadas, o que veio a originar perdas gigantescas ao Estado e à banca. Acontece que ele não avança com quaisquer números para provar a sua "teoria".
A verdade? As causas do excessivo endividamento externo nos últimos 10 anos são complexas.
A principal - segundo as Contas Nacionais e o economista, membro do Conselho de Estado, Vítor Bento - é o aumento do défice da balança de Pagamentos, resultantes de:
a) Défice comercial (export.-import.)
b) Défice financeiro (queda das remessas de emigrantes e do investimento externo, repatriação dos lucros de estrangeiros).
Trata-se de deputados do Partido Popular Europeu (centro-direita) e do Partido Socialista Europeu (centro-esquerda), de diversas nacionalidades.
Junto do Parlamento europeu atuam, segundo a reportagem, 5.000 lóbistas, cujas atividades são conhecidas e toleradas.
A reportagem concluiu que, para além dos deputados apanhados em flagrante - cujos gabinetes foram já selados com polícia à porta, preparando-se a sua expulsão -, muitos outros terão aceite alguma forma de pressão dos lóbistas.
É esta a União Europeia que nos dá lições de moral ?
Aqui está um bom material para análise do novo paladino anti-corrupção em Portugal, caído de paraquedas na cena pública mas já com direito a coluna cativa (!) no pasquim Correio da Manhã - o ex.vereador do Rui Rio, sr. Paulo Morais, membro da filial portuguesa da associação internacional Transparência.
Tão dedicado como é a apontar o dedo a casos na região de Lisboa e na AR, classificando Portugal como um dos mais corruptos da UE, e jurando mesmo que a corrupção é o principal fator do endividamento português (1), pode agora reavaliar as suas opiniões, se é que não estão congeladas por interesses privilegiados da sua cidade de origem, o Porto, ou por quaisquer outros, nomeadamente internacionais, já que a sua associação se autointitula "a mais influente do mundo". Quem a fundou e financia, para ter assim tanto protagonismo?
Eis o vídeo com a reportagem referida:
(1) A tese de Morais é que os terrenos foram valorizados por esquemas fraudulentos nos municípios, com garantias sobrevalorizadas, o que veio a originar perdas gigantescas ao Estado e à banca. Acontece que ele não avança com quaisquer números para provar a sua "teoria".
A verdade? As causas do excessivo endividamento externo nos últimos 10 anos são complexas.
A principal - segundo as Contas Nacionais e o economista, membro do Conselho de Estado, Vítor Bento - é o aumento do défice da balança de Pagamentos, resultantes de:
a) Défice comercial (export.-import.)
b) Défice financeiro (queda das remessas de emigrantes e do investimento externo, repatriação dos lucros de estrangeiros).
15/07/2013
Dirigente do PS francês: quando a esquerda faz política de direita, a direita avança
No vídeo (clicar na imagem), o membro do Secretariado do PS francês, Gérard Filoche, contesta com indignação os argumentos que visam justificar o roubo das pensões, o aumento dos impostos sobre as classes médias e a redução dos direitos dos trabalhadores.
Ele diz que, embora "ame o seu governo" - atualmente o PS governa em França - este deveria praticar uma verdadeira política de esquerda. Não o fazer é o que leva ao avanço da extrema-direita.
Aponta como maus exemplos os cortes nas pensões, o aumento da idade de reforma e a redução dos direitos laborais.
Quando o jornalista lhe lança de forma arrogante a habitual fórmula envenenada da direita europeia para vergar os povos: "se não há dinheiro e há cada vez menos população ativa, como é que sustenta tais medidas?", Gérard não se intimida e responde com firmeza: "Nunca em França houve tanto dinheiro. Precisam de dinheiro? Combatam a evasão fiscal e procurem-no onde está, nos paraísos fiscais e offshores! População ativa é uma falsa questão - criem empregos para os jovens, que logo aumenta a população ativa" (de base contributiva). E fundamenta tudo que afirma com dados claros sobre as fugas ao fisco, sobre o número de nascimentos e sobre o rendimento em França.
Embora a situação portuguesa seja um tanto diferente da francesa, desde logo porque a França é um pais altamente beneficiário da atual relação de forças europeia, no essencial o raciocínio de Gérard Filoche é aplicável ao nosso país. Como demonstro nutras partes deste blogue, Portugal não é nada pobre, é um país altamente produtivo. O simples facto de no meio duma crise mundial o País ter aumentado significativamente as suas exportações e reequilibrado a balança comercial, só por si comprova-o.
Embora a situação portuguesa seja um tanto diferente da francesa, desde logo porque a França é um pais altamente beneficiário da atual relação de forças europeia, no essencial o raciocínio de Gérard Filoche é aplicável ao nosso país. Como demonstro nutras partes deste blogue, Portugal não é nada pobre, é um país altamente produtivo. O simples facto de no meio duma crise mundial o País ter aumentado significativamente as suas exportações e reequilibrado a balança comercial, só por si comprova-o.
A principal diferença parece estar na pergunta: porque não temos em Portugal dirigentes políticos como este francês - corajosos, informados e coerentes?
É que com gente medíocre e conivente, como esta "classe política" que nos saiu na rifa, não se faz nada de jeito!
13/07/2013
Resposta a um jovem conformista
Chamou-me a atenção um comentário entre vários postados no facebook da plataforma "Que se lixe a troika":
"X.: Concordo com o PR, eleições não são a solução. Basta olhar a Bolsa: se os juros só com esta crise já dispararam, imaginem com a queda do governo. Além disso, a troika é que nos paga os salários e não iria aceitar a queda do governo. Não concordo com este governo ou com a troika, mas acho que não temos dinheiro para brincar aos governos".
É um comentário que traduz a mentalidade da minoria social que ainda apoia este governo e a absurda política da "troika". Mas é também a propaganda típica das agências de desinformação pagas para assediar os media, fazendo-se passar por "gente com dúvidas", quando em ambientes anti-troika.
Aqui vai a minha resposta.
Caro X.:
A sua pouca idade talvez explique em parte um comentário tão simplista. Mas sei que muita gente madura, com a cabeça cheia de "teias de aranha", pensa do mesmo modo. Esta resposta é, pois, extensiva a todos os que têm ideias turvas como as suas.
1º ponto. A troika é que nos paga os salários?
Saiba que a troika não paga, nem dá nada a ninguém!
Eles emprestam dinheiro, sim, como o FMI fez já com muitos países, não por altruismo, mas na base de juros predadores. Embora o verdadeiro objetivo seja o de nos amarrarem a políticas que convêm à Alemanha e a alguns outros. Essas políticas, baseadas no euro forte e no "livre comércio" garantem, às multinacionais europeias e a alguns países, os seus gigantescos negócios no mercado global, mas destroem as empresas e os países mais vulneráveis.
Acha que é por acaso que a crise das dívidas soberanas surge em todos os países após a entrada em vigor do euro?
"X.: Concordo com o PR, eleições não são a solução. Basta olhar a Bolsa: se os juros só com esta crise já dispararam, imaginem com a queda do governo. Além disso, a troika é que nos paga os salários e não iria aceitar a queda do governo. Não concordo com este governo ou com a troika, mas acho que não temos dinheiro para brincar aos governos".
É um comentário que traduz a mentalidade da minoria social que ainda apoia este governo e a absurda política da "troika". Mas é também a propaganda típica das agências de desinformação pagas para assediar os media, fazendo-se passar por "gente com dúvidas", quando em ambientes anti-troika.
Aqui vai a minha resposta.
Caro X.:
A sua pouca idade talvez explique em parte um comentário tão simplista. Mas sei que muita gente madura, com a cabeça cheia de "teias de aranha", pensa do mesmo modo. Esta resposta é, pois, extensiva a todos os que têm ideias turvas como as suas.
1º ponto. A troika é que nos paga os salários?
Saiba que a troika não paga, nem dá nada a ninguém!
Eles emprestam dinheiro, sim, como o FMI fez já com muitos países, não por altruismo, mas na base de juros predadores. Embora o verdadeiro objetivo seja o de nos amarrarem a políticas que convêm à Alemanha e a alguns outros. Essas políticas, baseadas no euro forte e no "livre comércio" garantem, às multinacionais europeias e a alguns países, os seus gigantescos negócios no mercado global, mas destroem as empresas e os países mais vulneráveis.
Acha que é por acaso que a crise das dívidas soberanas surge em todos os países após a entrada em vigor do euro?
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